domingo, 20 de fevereiro de 2011

A REVOLTA

O que consome e ao mesmo tempo gera a energia da alma. Força constante; determinada e geradora.
Revolta, o nome soa como revolução, rebeldia, as vezes discórdia, tumulto, angustia, raiva. Mas também pode ser rompimento, novo tempo, mudança, transformação. Porque não atitude?
De repente uma situação geralmente negativa começa a se repetir, e a partir daí se intensificar, e com isso os sentimentos vão se unindo até eclodir numa grande explosão geradora chamada revolta.
Revolta, palavra que trás uma agitação interior, a lembrança de movimentar de tumulto, de pessoas caminhando de forma desordenada trombando umas nas outras. Ou quem sabe de uma atitude grosseira, repentina, as vezes até inconseqüente.
Mas enfim, o que seria do mundo sem a revolta, sem esta eclosão geradora? Geradora sim, porque onde há harmonia, correspondência, sintonia. Não há situação negativa o suficiente capaz de se intensificar e eclodir numa revolta. Assim, se a existência do homem fosse envolvida por harmonia, não haveria força o suficiente para a geração da revolta.
Então, mais uma vez é necessário nos perguntarmos o que seria do mundo hoje, se não fosse a revolta? Na verdade o planeta hoje já vive em parte sem a revolta. E assim, estagnados diante das dores e das mazelas, pacificamente assistimos a instalação do caos.
Preocupamo-nos com as boas maneiras, com a política da boa convivência, nos deixamos dominar por este pacifismo sem eloqüência, por esse pacifismo que na verdade tem gerado mais ódio e dor, do que amor e satisfação.
Vamos sendo pacíficos diante da fome sem necessidade, do analfabetismo pela falta de boa vontade, da pobreza por excesso de egoísmo, das guerras fruto da ganância e do orgulho de alguns.
Façamos um clamor a revolta, que venha a revolta, venha revolta. Venha gerar esta mudança necessária.
Saibam que não precisamos chamar pela revolta, ela já esta se formando com todas as situações negativas que o mundo nos oferece. A revolta já esta a porta. Mas ela ao chegar não irá bater, nem pedir licença, irá eclodir. E com isso vir, virá a dor sim, porque a revolta trás consigo rompimento e esse rompimento faz nascer um novo tempo fruto da mudança que a transformação das emoções negativas fizeram nascer com a energia advinda da revolta.