Diante de uma frustração ou desilusão o abatimento é inevitável, ainda que momentâneo. A tristeza entra na nossa alma como o liquido injetado pela agulha entra em nossas veias e logo percorre todo o nosso corpo por meio da corrente sanguínea.
E mesmo que de forma indesejada o desânimo nos toma. De repente um estado de inércia parece rodear a nossa existência.
E eis que surge um momento de reflexão, como uma tentativa de não aceitação, buscamos encontrar o erro, na esperança de assim, voltar no tempo, corrigi-lo e enfim, lograr êxito.
Mas... o tempo é um caminho sem volta. E quando temos que enfrentar essa realidade o caos parece querer se instalar dentro de nos.
Para reter o desespero, nos apegamos a possibilidade de compreender o que se passou, desprendemos tempo e energia nesse propósito. Assim, somos distraídos dia a dia, o tempo imperioso não nós espera.
Inertes diante da decepção e do desgosto andamos em círculos. E ao nosso redor tudo parece constante em que pese todo o nosso esforço em mover a realidade para algo novo, esta na verdade acompanha a nossa inércia mental.
Em determinado momento começamos a frear com este desejo de querer compreender, mais por desistência do que por entendimento. Assim, só nos resta a tão desgostosa aceitação.
Esta aceitação nos dá duas opções. Ou permanecemos frustrados a lamentar tudo o que não foi, mas poderia ter sido (isso conforme o devaneio de cada um). Ou nós desprendemos daquela velha frustração, tiramos do ruim o lado bom e seguimos em busca de novas conquistas ou frustrações.
O fato é que esteja você inerte com a vida, andando em círculos preso ao passado; ou em movimento com a vida inerte quanto aos pensamentos do passado. O tempo não para.
Iniciamos bebês, depois crianças, adolescentes, jovens, adultos, velhos e... tudo isso se dá devido a ação do tempo. Mas... ainda que crianças, podemos ser adultos; ainda que jovens, podemos ser velhos; ainda que velhos podemos ser bebês. E nada impede ainda, que permaneçamos em uma só fase por toda a eternidade. Tudo irá depender das nossas construções mentais e opções.
Quanto ao desgosto e a frustração, é preferível seguir a lei do tempo. Olhar para frente e seguir construindo novas expectativas. Bem, assim decido eu! Porque viver é se movimentar.
Patrícia Lima
06/05/2007
Nenhum comentário:
Postar um comentário