O que consome e ao mesmo tempo gera a energia da alma. Força constante; determinada e geradora.
Revolta, o nome soa como revolução, rebeldia, as vezes discórdia, tumulto, angustia, raiva. Mas também pode ser rompimento, novo tempo, mudança, transformação. Porque não atitude?
De repente uma situação geralmente negativa começa a se repetir, e a partir daí se intensificar, e com isso os sentimentos vão se unindo até eclodir numa grande explosão geradora chamada revolta.
Revolta, palavra que trás uma agitação interior, a lembrança de movimentar de tumulto, de pessoas caminhando de forma desordenada trombando umas nas outras. Ou quem sabe de uma atitude grosseira, repentina, as vezes até inconseqüente.
Mas enfim, o que seria do mundo sem a revolta, sem esta eclosão geradora? Geradora sim, porque onde há harmonia, correspondência, sintonia. Não há situação negativa o suficiente capaz de se intensificar e eclodir numa revolta. Assim, se a existência do homem fosse envolvida por harmonia, não haveria força o suficiente para a geração da revolta.
Então, mais uma vez é necessário nos perguntarmos o que seria do mundo hoje, se não fosse a revolta? Na verdade o planeta hoje já vive em parte sem a revolta. E assim, estagnados diante das dores e das mazelas, pacificamente assistimos a instalação do caos.
Preocupamo-nos com as boas maneiras, com a política da boa convivência, nos deixamos dominar por este pacifismo sem eloqüência, por esse pacifismo que na verdade tem gerado mais ódio e dor, do que amor e satisfação.
Vamos sendo pacíficos diante da fome sem necessidade, do analfabetismo pela falta de boa vontade, da pobreza por excesso de egoísmo, das guerras fruto da ganância e do orgulho de alguns.
Façamos um clamor a revolta, que venha a revolta, venha revolta. Venha gerar esta mudança necessária.
Saibam que não precisamos chamar pela revolta, ela já esta se formando com todas as situações negativas que o mundo nos oferece. A revolta já esta a porta. Mas ela ao chegar não irá bater, nem pedir licença, irá eclodir. E com isso vir, virá a dor sim, porque a revolta trás consigo rompimento e esse rompimento faz nascer um novo tempo fruto da mudança que a transformação das emoções negativas fizeram nascer com a energia advinda da revolta.
Texto elaborado em homenagem ao meu amigo e irmão Jean Charlles, que trás no seu peito uma válvula de revolta, capaz de eclodir com o mais singelo estimulo. E não pensem que isto é um mal que ele carrega, antes é a sua maior virtude, porque ainda que cause espanto e tumulto emocional, e um grande gerador de mudanças, as quais não se contrapõe ao bem, mas ao mal, que é gerado pela inércia de atitudes. Conheço bem o Jean não necessariamente por ele ser transparente, pelo contrário, gosta de ser bem misterioso, faz parte do seu charme. É que eu tenho um certo dom de ler as pessoas. Seu jeito temperamental é tão intenso que chega a ser engraçado. Pelo menos eu acho engraçado! Pois mesmo quando a farpa cai pro meu lado, não consigo deixar de rir. É do tipo de pessoa que quem o conhece realmente ou o ama, ou o odeia. Eu estou do lado dos que o amam, e amam muito....! Embora não conheça ninguém que possa odiar este ser humano fantástico!
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ResponderExcluirA Rádio Cultura de Santos Dumont-MG, "TERRA DO PAI DA AVIAÇÃO", cidade de 50 mil habitantes, na Zona da Mata Mineira, região de Juiz de Fora, fundada em 17 de agosto de 1948 é uma emissora administrada pela Sociedade Mineira de Comunicação.
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Você não me falou que tinha um blog. Hehehe
ResponderExcluirVocê sabe que adoro esse texto. Obrigado pela visão e pelo talento. Grande abraço!