sábado, 9 de outubro de 2010

A DEPENDÊNCIA E A ATRAÇÃO

Hoje me deu uma tristeza estranha… é como fazer uma plantação e apesar de estar feliz pela conquista não saber se a planta vai crescer... porque não se conhece a terra, nem a qualidade da semente. É uma expectativa de felicidade, misturada com o medo de uma possível decepção.
É como receber uma noticia de que algo bom poderá acontecer, daí a questão é que poderá não é! Eu preciso espantar essa tristeza! Ela não vai me levar a nada!!!  A fé é a certeza das coisas que não se vê... EU TENHO FÉ... que Cristo me ama, e quem ama busca o melhor para a pessoa amada... e assim CRISTO É A RAZÃO DA MINHA ALEGRIA!!! Não importa as circunstancias, não importa o túnel escuro e estreito, não importa se as luzes estão apagadas... vou me alegrar porque tenho um guia fiel, que cuida de mim, e que não vai deixar eu me machucar... enquanto estivermos de mãos dadas.
As vezes mesmo crendo em Deus nós machucamos... daí eu pergunto... porque? Eu não posso dar uma resposta exata, porque sei que cada pessoa precisa de passar uma experiência diferente para depois se alegrar com Deus, ter comunhão com ele, mas posso dizer de mim... das minhas experiências mais recentes...
Só existe uma forma de um cego se sentir seguro ao caminhar... ou ele já conhece bem o caminho, ou confia em alguém. Certas questões da vida são impossíveis conhecer o caminho, ou melhor... muito difícil, digo as coisas relacionadas ao futuro... qual a melhor carreira? Qual o melhor amor...? Enfim... Tem coisa que agente só descobre quando vive o fato! E as vezes esse dilema pode ser um pesadelo... e dizemos, nós os cristãos, que Cristo é a nossa luz.
Mas e quando nos machucamos? Eu digo por mim... que em alguns momentos caminhava eu no escuro, amedrontada mas firme, porque de mãos dadas com Cristo, mas... caminha pra lá... pra cá... em algum momento eu solto as minhas mãos da dele, e penso... ah... vai dar tudo certo... porque mesmo não me guiando, ele esta me olhando... e daí eu tropecei, ralei o joelho, outra ora bati com a cabeça e me fez aquele calo na testa... enfim... eu chorei revoltada com o Guia... e ele... me consolou, mas a dor foi inevitável.
Hoje eu vejo que eu não deveria ter soltado a minha mão da do Cristo, essa foi a causa da queda e etc... Oras, de fato ele me olhava, e de fato evitou que um carro me atropelasse, evitou que eu caísse de um precipício, evitou que eu cortasse o pé com vidro ou outras coisas incorrigíveis e de conseqüências insuperáveis, mas o arranhão foi consequência do meu desejo tolo de independência.
É claro que queremos ser auto-suficientes, e isso não é pecado, ou é pecado querer caminhar com os próprios pés? Será que Deus nós quer totalmente dependentes? Será que queremos que as pessoas que amamos sejam eternas dependentes de nós? A dependência as mantém ao nosso lado, mas não seria um egoísmo nosso desejar isso, não é mais justo que elas possam decidir onde ficar não por falta de opção, mas sim por escolha?
Sim... penso que sim... mas como é duro ver alguém que amamos fazer a escolha errada, pior ainda, é quando poderíamos tê-la mostrado o caminho melhor para essa pessoa, mas não pudemos, porque ela não deixou.
Cristo... pegue na minha mão e me guie... vou caminhar tranqüila enquanto segurar na sua mão, e não temerei o mal que me possa fazer o homem, porque tu estarás comigo, e após passar por esse túnel escuro...ainda que eu veja uma luz lá no fundo, não solto a tua mão, só te peço.. me ajude a segurar firme, porque as vezes minha mão enfraquece, mas ainda sim... não me deixe te soltar... digo isso, porque sei que tu mesmo jamais me soltaria... e após atravessar o vale da sombra da morte... caminharemos lado a lado... e não mais te seguirei porque me conduz, mas sim, porque me atrai. Amém.
10/10/2010 00:30
Patrícia Lima

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