Um inimigo inteligente e experiente aprendeu a melhor maneira de destruir um ser nascido para o sucesso. Ele o rodeia porque sabe do seu potencial, a sua primeira estratégia é confundir o ser maravilhoso, para que este não se atine para o próprio brilho que emana.
O inimigo é sagaz, sabe que não conseguirá esconder por muito tempo a luz do iluminado, então inicia uma serie de experiências na tentativa de descobrir como destruir por completo aquela vida, antes que ela comece a desabrochar. Depois de inúmeras tentativas e observações ele percebe uma pontinha de fraqueza naquele ser, e começa a investir naquele ponto. O ser atacado não percebe de pronto que esta sendo atacado, mas sente que seu vigor não é o mesmo, logo compreende que está perdendo força. Então o ser iluminado fixa sua atenção para aquela fatalidade em sua vida, é toda a sua alma se volta para aquele problema, condensa suas energias na tentativa de vencer o mal que lhe sobrepõe. Mas, percebe que é inútil, aquela brecha em sua vida, parece sugar toda a sua energia.
O ser antes iluminado se vê entenebrecido, o seu mundo perde o colorido, ele não vê outra saída que não aceitar que perdeu. Busca a piedade do seu inimigo invisível, mas este se ri dele e inicia a segunda etapa do plano, cegar o iluminado até que a morte alcance a sua vida, e o mesmo pereça, antes de brilhar. O inimigo faz o iluminado olhar intensamente para o seu problema, e vê-lo cada vez maior.
O ser então, se fecha e se esconde, toca na própria ferida é lamenta a sua sorte. Fecha a face e se faz infeliz, como quem clama por misericórdia, como quem pede por socorro, tenta refrescar a sua alma como um mendigo pedindo pão. Então o tempo começa a correr, e o inimigo começa a comemorar, essa será mais uma vitória alcançada! Parece que sim, o ser tenta reagir, mas não acredita na cura, olha para os lados, mas não enxerga a saída.
O ser tão iluminado que é, não percebe a sua luz. Olha para si mesmo e enxerga um fracassado, a sua alma se vê desiludida, desenganada. Então...Vem o tempo, e enfim leva o ser, como leva tudo um dia. Acabou! O inimigo é de fato muito inteligente, bastou ressaltar a fraqueza do iluminado para que este se alto subjugasse inferior e assim, não dê inicio a sua caminhada. Deixando apenas a existência carregá-lo para a morte.
Fato é que só foi tocado num pontinho, mas foi levado a acreditar que aquele ponto era tudo. Aquele pontinho de fato existia, mas todo o restante era luz, como o iluminado se deixou levar tão facilmente por aquela questão? Como pode um iluminado ser tão cego de si mesmo?
Que fatalidade não! Mas é isso mesmo, assim aconteceu com este iluminado, é acontece todos os dias, com muitos iluminados. Pessoa cheia de potencial cheia de energia, que de repente não aceitam mais serem vista como luz, só porque em determinado momento de sua vida a treva o alcançou, oras, as trevas sempre alcançaram a luz, mas jamais prevalece sobre ela. Onde entra a luz as trevas perdem o espaço. Mas para que isto aconteça, a luz precisa se impor. Precisa decidir brilhar, necessita saber que é luz, e não ficar esperando que uma outra luz se faça presente, afinal, qual proveito há em acender um sol do lado de outro sol?
Esta é, pois a maneira que o inimigo encontrou para destruir um iluminado. Fazê-lo crer que ele não é iluminado, aja vista que tem um problema, que tem uma falha, como um iluminado teria assim uma falha? Logo não é o iluminado. Na verdade, o iluminado sabia que era luz, mas perdeu tanto tempo dando atenção a sua fraqueza, que se esqueceu de brilhar, então o tempo passou é lhe tirou a vez.
Iluminados!!! Prestem atenção: um espinho na carne, trás de fato uma dor, mas se esta dor está dentro do seu limite de suportabilidade, então faça com ela apenas o necessário, suporte-a, no mais, se permita viver sem dar tanta importância para a dor, assim, você terá o prazer de enxergar o brilho da sua própria luz, porque este brilho é inevitável, é sempre existiu e existirá em toda a sua jornada.
A vitória do inimigo não esteve em evitar a sua luz, porque está façanha não é possível. A vitória do inimigo foi destruir a visão do iluminado para que este se prendesse em acreditar ser um fracassado é perdesse a chance de se guiar com a própria luz que emana.
Patrícia Lima
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